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Atleta pendurado numa estrutura metálica de um obstáculo Spartan junto ao mar, com céu nublado

Guia do serviço

A mesma corrida, um ano depois: como saber se melhorou mesmo

Voltar a uma corrida que já conhece é o teste mais honesto do seu progresso. Mas um tempo ao lado de outro não conta a história toda: o percurso, o tempo que faz e a sua vaga de partida também correm consigo.

Em 30 segundos

Porque funciona
Mesmo local, mesma época, mesmo tipo de percurso: a referência mais justa
O que pode mudar
Traçado, obstáculos ou zonas, meteorologia, terreno e vaga de partida
O que observar
Os parciais, não apenas o tempo final
Como ler
Como tendência ao longo de vários anos, não como exame ao segundo
No Club Pulse
O seu resultado ao lado de outras edições da mesma corrida

Porque a mesma corrida é a sua melhor bitola

Comparar um tempo numa prova de montanha com outro numa corrida urbana diz pouco: mudam a distância real, o desnível, o piso e até a hora de partida. Quando repete a mesma prova, quase tudo isso fica igual, e o que muda é você.

Por isso muitos atletas escolhem uma ou duas corridas “de referência” e voltam todos os anos. Não precisa de ser o grande objetivo da época; basta ser uma corrida a que consiga regressar com alguma regularidade.

O que pode mudar de uma edição para outra

O mesmo nome e a mesma partida não garantem exatamente a mesma corrida. Antes de tirar conclusões, reveja o que mudou à volta do seu resultado.

  • O traçado: nas corridas de obstáculos o percurso é ajustado com frequência, e umas centenas de metros ou uma subida a mais já mexem no relógio.
  • Os obstáculos ou as zonas: um obstáculo novo, um retirado ou uma ordem diferente alteram a forma como o esforço se distribui.
  • A meteorologia e o terreno: calor, vento, chuva ou lama podem pesar mais do que semanas de treino.
  • A sua vaga de partida: uma vaga mais cheia pode significar esperas nos obstáculos que nada têm a ver com a sua forma.
  • O seu próprio contexto: uma lesão recente, uma noite mal dormida ou uma viagem longa na véspera também contam.

Compare parciais, não só o tempo final

O tempo final junta tudo num só número. Se a corrida publicar parciais, coloque-os lado a lado, troço a troço: vai ver se ganhou na parte de corrida, nos obstáculos ou no troço final, e se perdeu tempo num ponto concreto.

É comum melhorar num troço e piorar noutro. É precisamente essa a informação útil: diz-lhe que treino está a resultar e qual não está, algo que o tempo total esconde.

Se um troço mudou de percurso de um ano para o outro, deixe-o fora da comparação e fique com os que se mantiveram iguais.

Ler o seu progresso com honestidade

Um ano mais rápido nem sempre quer dizer que está melhor, e um ano mais lento nem sempre quer dizer que está pior. Antes de festejar ou de desanimar, pergunte-se que parte da diferença é sua e que parte é da corrida.

A sua posição relativa é uma boa referência: se toda a gente abrandou por causa do calor e você perdeu menos do que a maioria, melhorou, mesmo que o relógio diga o contrário. E a partir de três edições, a tendência pesa mais do que qualquer ano isolado.

Definir um objetivo realista para a próxima edição

Parta dos seus parciais, não de um número redondo. Escolha o troço onde perdeu mais tempo e defina uma meta concreta para ele: é mais fácil de treinar e de medir do que “baixar do tempo X”.

Ajuste o objetivo ao que consegue realmente treinar até à próxima edição e aceite que o dia da corrida pode trazer condições diferentes. Um bom objetivo é exigente mas alcançável, e deixa-lhe margem para desfrutar da corrida.

  • Um objetivo de troço: por exemplo, chegar ao último terço com forças para manter o ritmo.
  • Um objetivo de execução: passar sem penalização os obstáculos em que falhou da última vez.
  • Um objetivo de resultado: uma melhoria de tempo coerente com o que os seus parciais mostram.

Todas as suas edições no mesmo sítio

Na app Pulse, o Club Pulse mostra o seu resultado e, quando a corrida os publica, os seus parciais. Também pode ver o seu resultado ao lado de outras edições da mesma corrida, sem depender de capturas de ecrã nem da memória.

Ter tudo junto facilita o mais importante: sentar-se uns minutos depois de cada corrida, ver o que mudou e decidir o que vai treinar até à próxima.

Perguntas frequentes

  • Faz sentido comparar o meu tempo se o percurso mudou?

    Sim, mas com cuidado. Use-o como orientação geral e concentre-se nos troços que se mantiveram iguais. Se a mudança foi grande, a comparação do tempo total perde valor e a sua posição relativa passa a ser a melhor referência.

  • Quantas edições preciso para ver uma tendência?

    Com duas já tem uma primeira comparação, mas uma única diferença pode dever-se à meteorologia ou ao percurso. A partir de três edições, a tendência torna-se muito mais fiável.

  • E se fui mais lento do que no ano passado?

    Antes de tirar conclusões, veja o que mudou: percurso, meteorologia, vaga de partida e como você chegou ao dia. Olhe também para os parciais; pode ter melhorado nalguns troços mesmo que o total seja pior.

  • Posso comparar corridas diferentes do mesmo formato?

    Depende do formato. No DEKA as zonas são as mesmas em todo o mundo, por isso a comparação faz sentido. Cada percurso Spartan é diferente, por isso é melhor comparar edições da mesma corrida.

  • Onde vejo a comparação entre edições?

    Na app Pulse, dentro do Club Pulse, ao lado do seu resultado e dos seus parciais quando a corrida os publica.

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A próxima edição começa nos números desta

Veja o que mudou, fique com o que depende de si e escolha um objetivo que consiga treinar. No próximo ano terá mais uma referência.

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